Ao chegar em casa

Ao chegar em casa o cidadão se deita no sofá e liga a televisão. Lá ele encontra a mesma coisa de sempre, a mocinha bonita em busca do grande amor, que será meigo e dócil e no final viverão felizes para sempre, e como sempre, ele ou ela são bem sucedidos e rodeados de outros pretendentes.

Por Roger Andre Conceição

Ela lutará com todas as suas forças para conseguir esse amor televisivo e nocivo para o telespectador que também sonha encontrar um igual. Aquelas cenas maravilhosas com paisagens internacionais e carros esportivos e de grande luxo, maqueiam as que foram vistas no centro da cidade pelo telespectador.

As cenas vistas eram de pessoas deitadas no chão, crianças pedindo esmola, e os servidores da esfera pública seja ela na área da saúde, repartições das prefeituras ou em qualquer outra, sendo tão indelicados e estúpidos com a população que esquecem dos bons princípios da educação e o de como tratar o ser humano, seja lá qual for a sua diferença. Mas agora o telespectador está no seu sofá descansando. Como ele chegou às seis, ele pegará o final de uma história linda e maravilhosa, sem resquícios da vida que a maioria dos brasileiros vivem, e depois irá ter algumas notícias pré selecionadas, nada muito importante. Opa, a não ser que seja tragédia. Se for tragédia ele irá receber uma cobertura completa com minuciosos detalhes. E se for também notícias de futebol ele também será muito bem informado. E se esse telespectador quisesse escrever sua história bonita, ele teria a oportunidade de escrever? Será que ele poderia criar alguns personagens e rodar uma historia para quase toda a população engolir, gostando ou não gostando?

Onde fica o principio constitucional de liberdade de expressão e direito a comunicação “Art. 220 CF/88. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.( Mas só alguns podem manifestar) § 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio. Sei lá onde se encontra esse princípio na pratica, mas o princípio da boa noticia e comunicação social como ferramenta para a educação e cidadania, deve estar guardado nas meias de algum figurão, porque a noticia e histórias em que se encaixam a realidade da grande parte da população brasileira não é vista e sim criada como se utopia fosse.

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